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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

MASP

MASP – Método de Análise e solução de Problemas

Problema é o resultado indesejável de um trabalho.

O problema pode ser definido de várias outras maneiras como:
Algo que não deveria acontecer mas está acontecendo ou
Algo que está acontecendo de forma diferente do que deveria acontecer.

Resumindo, problema é algo ruim que ocorre em qualquer área existente, ele é inerente a vida da mesma forma que o risco, perceba que para que algo aconteça de maneira errada e torne-se um problema basta que aconteça fora da nossa supervisão ou sob uma supervisão defeituosa, e para que algo aconteça da forma correta e não se torne um problema é necessário um grande esforço, seja ele físico ou psicológico. Em outras palavras, “basta piscar os olhos que a cagada acontece”.

O MASP é uma ferramenta bastante completa, que assim como o PDCA, faz uso de diversas ferramentas da qualidade, na verdade, o PDCA e o MASP caminham juntos pois um está inserido dentro do outro de uma forma que não percebemos, mas o que interessa não é separar um do outro mas fazer uso de um, outro ou ambos para solucionar o problema.

O MASP é baseado em 8 passos assim como o ciclo PDCA, e essa sequência segue uma lógica para podermos identificar, analisar, bloquear e concluir o problema.
Tabela 1:  Sequência MASP

Fonte: DtCom
Ele básicamente é constituído do ciclo PDCA então quem quiser ter informações sobre o ciclo PDCA basta acessar esse post. Vamos a um breve resumo.

Primeiro, qualidade não tem fim então esquece aquela estória que todo mundo fala “agora o processo está 100%” ou “agora o processo está redondo”, isso não existe, então ataque sempre o problema, porque como ou disse, é só piscar que algo sai errado. Lembre-se, Melhoria Contínua.
Segundo, fazer qualidade é um trabalho ingrato porque enquanto tem um diretor querendo resultado da fábrica, tem você querendo que o operador de uma paradinha para te ajudar com algum esclarecimento, ai meu amigo, ninguém vai arriscar o próprio pescoço dando uma paradinha na máquina pra te ajudar.
Terceiro, qualidade é uma tomada de ações baseado em dados factuais utilizando ferramentas e indicadores SMART (farei um post sobre indicadores SMART em breve) junto com um bom planejamento e com o envolvimento de todos.

Então vamos ao MASP.

Seguindo a Tabela 1 temos:
1.      Identificação do Problema: Isso geralmente é fácil de perceber, mas como devemos sempre nos basear em dados factuais, um Diagrama de Pareto vai ajudar a priorizar o problema.
2.      Observação do Problema: Um 5W2H vai definir responsáveis por resolver o problema e dar indícios de como resolvê-lo.
3.      Análise do Problema: faça uso de cartas de controle, diagramas de correlação para tentar identificar alguma relação do problema com algum outro fato. Utilize também o Diagrama de Ishikawa para identificar as causas raiz do problema.
4.      Plano de Ação: Aqui é onde devemos escrever sobre o problema, suas possíveis causas raiz, como iremos solucionar, os problemas que podemos enfrentar e os novos problemas que poderão surgir posteriormente. Esse item pode até servir de gancho para o próximo ciclo PDCA.
5.      Ação: Treinar todo o pessoal envolvido, bloquear as causas fundamentais descritas no item 4 e começar novas coletas de dados para posterior verificação se o bloqueio das causas foi eficaz. A Folha de Verificação é fundamental aqui.
6.      Verificação: Vamos estratificar os dados da Folha de Verificação e alimentar outras ferramentas como a Carta de Controle, Histogramas e Diagramas de Pareto para saber se realmente o bloqueio foi efetivo. Se o bloqueio não tiver sido efetivo, devemos ter observado o problema de maneira um tanto leiga ou o planejamento foi inadequado, então devemos voltar do início e verificar o que foi feito errado.
7.      Padronização: Se a ação tomada foi efetiva, devemos padronizar as mudanças para que todos na fabricar passem a falar a mesma língua quando as novas mudanças.
8.      Conclusão: Após a conclusão do ciclo, devemos verificar os pontos importantes e ressaltá-los para uma próxima melhoria. Devemos também rever o Diagrama de Pareto e decidir o próximo problema a ser atacado.

Devemos ficar atentos para que o problema não volte, para que o pessoal esteja sempre treinado e atualizado, e para que todo os envolvidos estejam sempre envolvidos e não deixem isso pra lá, com o pensamento que é muito comum depois de um tempo, “deixa que fulano cuida disso”, um problema no ambiente de trabalho é problema de todos os envolvidos.


Referência

Bastiani, Jeison Arenhart De. MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) – parte 1: Blog da Qualidade, 2012. Disponível em < http://www.blogdaqualidade.com.br/masp-metodo-de-analise-e-solucao-de-problemas-parte-1/ >. Acesso em 04/02/2014, 12:35.


MASP: DtCom, 2013. Disponível em < www.dtcom.com.br >. Acesso em 03/02/2014, 10:18.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Tabelas de Dados Estatísticos

Essas tabelas são utilizadas para a construção de Cartas de Controle, na determinação de Cp e Cpk do processos e outros fins.

Nº de Elementos (n)
Fatores para Limites de Controle

Nº de Elementos (n)
Fatores para Linha Central  
Fatores para Limites de Controle   
 A1
 A2
 A3

c4
1/c4
B3
B4
B5
B6
 2
 2,121
 1,880
2,659 

 2
0,7979 
1,2533 
0
3,267 
2,606
 3
 1,732
 1,023
1,954 

 3
0,8862 
1,1284 
0
2,568 
0
2,276
 4
 1,5
 0,729
1,628 

 4
0,9213 
1,0854
0
2,266 
0
2,088 
 5
 1,342
 0,577
1,427 

 5
0,9400 
1,0638 
0
2,089 
0
1,964 
 6
 1,225
 0,483
1,287 

 6
0,9515 
1,0510 
0,030 
1,970 
0,029
1,874 
 7
 1,134
 0,419
1,182 

 7
0,9594 
1,0423
0,118 
1,882 
0,113 
1,806
 8
 1,061
 0,373 
1,099 

 8
0,9650 
1,0363
0,185 
1,815
0,179
1,751 
 9
 1
 0,337 
1,032 

 9
0,9693 
1,0317 
0,239 
1,761 
0,232 
1,707 
 10
 0,949
 0,308
0,975 

 10
0,9727 
1,0281 
0,284 
1,716 
0,276 
1,669 
 11
 0,905
 0,285
0,927 

 11
0,9754 
1,0252 
0,321 
1,679 
0,313 
1,637 
 12
 0,866
 0,266
0,886 

 12
0,9776 
1,0229 
0,354 
1,646 
0,346
1,61
 13
 0,832
 0,249
0,850 

 13
0,9794 
1,0210 
0,382 
1,618 
0,374 
1,585 
 14
 0,802
 0,235
0,817 

 14
0,9810 
1,0194 
0,406 
1,594 
0,399 
1,563 
 15
 0,775
 0,223 
0,789 

 15
0,9823 
1,0180 
0,428 
1,572 
0,421 
1,544 

Nº de Elementos (n)
Fatores para Linha Central
Fatores para Limites de Controle
d2
1/d2
d3
D1
D2
D3
D4
2
1,128
0,8865
0,853
0
3,686
0
3,267
3
1,693
0,5907
0,888
0
4,358
0
2,574
4
2,059
0,4857
0,88
0
4,698
0
2,282
5
2,326
0,4299
0,864
0
4,918
0
2,114
6
2,534
0,3946
0,848
0
5,078
0
2,004
7
2,704
0,3698
0,833
0,204
5,204
0,076
1,924
8
2,847
0,3512
0,82
0,388
5,306
0,136
1,864
9
2,97
0,3367
0,808
0,547
5,393
0,184
1,816
10
3,078
0,3249
0,797
0,687
5,469
0,223
1,777
11
3,173
0,3152
0,787
0,811
5,535
0,256
1,744
12
3,258
0,3069
0,778
0,922
5,594
0,283
1,717
13
3,336
0,2998
0,77
1,025
5,647
0,307
1,693
14
3,407
0,2935
0,763
1,118
5,696
0,328
1,672
15
3,472
0,288
0,756
1,203
5,741
0,347
1,653


Referência
MONTGOMERY, Douglas C.; RUNGER, G. C. Estatística aplicada e probabilidade para engenheiros. 2ed – Rio de Janeiro: LTC, 2003.