quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Má qualidade

Mudando um pouco o foco da qualidade, vamos falar sobre os custo da má qualidade nos processos, o quanto a falta de qualidade pode influenciar no bolso da empresa e na estrutura tanto familiar quanto organizacional.
Quando a qualidade é realmente seguida, todos estão envolvidos, todos estão treinados e todos tem certeza do que estão fazendo, sabem que o serviço está sendo realizado com qualidade, com comprometimento e respeito a vida, sabem também que a qualidade também é feita pensando na segurança do profissional, pois sem o profissional não existe qualidade e todo o conceito se perde, toda a estrutura de qualidade fica comprometida pois cada um é bom naquilo que está fazendo e deve tentar SEMPRE ser o "melhor do mundo" naquilo.
Um exemplo em ser o melhor do mundo é o Nelson Mandela, com certeza ele foi o principal homem a conseguir o fim do apartheid, e pode não ter sido o melhor nisso mas com certeza ele tentou até onde pôde e no fim conseguiu. Resumindo se ele não tiver chego lá com certeza ele chegou muito perto de ser o melhor do mundo na luta contra o apartheid.
Isso é o que realmente faz a diferença na qualidade, ser o melhor naquilo que está fazendo, poupar alguns reais e tentar atingir o padrão máximo pode resultar em ter que refazer todo o trabalho e gastar centenas de vezes mais que o dinheiro poupado inicialmente. 
E para mostrar o que estou dizendo postei o vídeo abaixo.



Vamos começar o ano com o pé direito.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Capacidade (Cp) ou Performance (Pp) do Processo?

Capacidade ou performance do processo? O que devo usar como referencia para quantificar a capacidade do processo em produzir determinado produto? O Cp (Capacidade) ou o Pp (performance)?
Na verdade a diferença entre eles está em como você calcula o sigma estimador do processo. na capacidade o sigma é dado por:

σ = R/d2

E na performance do processo o mesmo sigma é o desvio padrão amostral ou populacional.

σ = S

Mas porque usar um e não o outro?

Quando você pretender medir a capacidade do seu processo, você deve calcular baseado no Cpk, que é a atitude mais conservadora em relação a capacidade do processo, ou seja, na pior das hipóteses o processo será capaz. Mas quem me garante que o meu processo está realmente sob controle estatístico ou estável como se diz popularmente, calculando o Ppk você tem como comparar a diferença entre o Cpk e o Ppk, e quanto mais próximo ambos os valores estiverem mais estável é o seu processo, porém, se a diferença entre eles for grande então o processo não está tão estável quanto se imaginava.
Em geral o valor do da diferença entre Cpk e Ppk é pequeno, mas se a diferença for considerada grande é melhor rever o processos pois provavelmente existem causas especiais agindo no processo que não foram detectadas e o variação do processo medido através da carta de controle pode estar comprometida.



Índices de Performance do Processo: Pp e Ppk. Portal Action. Disponível em < http://www.portalaction.com.br/577-%C3%ADndices-de-performance-do-processo-pp-e-ppk> Acesso em 11/12/2013, 17:15.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capabilidade do Processo

Capabilidade do Processo

Capabilidade do processo é a avaliação e a quantificação das variabilidade do processo por causas comuns. Esse processo de avaliação do processo mede se ele é capaz de atender as especificações do cliente baseado no controle estatístico do próprio processo, ou seja, para que o processo seja capaz, ele precisa estar primeiro sob rigor estatístico mas, não necessariamente ele é capaz de atender determinadas especificações. Por exemplo, a produção de copos descartáveis produz copos com massa de 3 gramas com desvio de ± 0,1 e um cliente precisa de copos com 3 gramas e uma variabilidade de ± 0,5. Nesse caso temos um cpk = 1,67, ou seja, o processo além de estar sob controle estatístico ele é capaz de atender as especificações do cliente.
Primeiramente temos que ter nosso processo sob controle, e para isso veja o post sobre Cartas de Controle para entender como ter o processo sob controle estatístico, agora temos que saber a distribuição normal do nosso processo, para isso temos que fazer uso de histogramas, veja como nessa postagem sobre Histogramas. Agora se a distribuição for normal, ou seja, o histogramas estiver na forma normal, devemos calcular o cp e o cpk do processo para saber se ele atende as especificações do nosso cliente.
Cp é a medida da capacidade do processo atender as especificações do cliente e é dado por:
Cp = (LSE-LIE)/6σ
Onde:  LIE é o limite inferior de especificação
LSE é o limite superior de especificação
σ  é o desvio padrão e pode ser dado pela razão entre a amplitude amostra média e o d2 (conforme tabela) ou pela razão entre o desvio padrão amostral médio e o c4 (conforme tabela).
Cpk é a medida da variação unilateral do processo, ou seja, é o índice Cp de apenas um dos lados do histograma normal, e é dado por:
 Cpk = (LSE-µ)/3σ ou Cpk = (µ-LIE)/3σ o que for menor
Onde:
µ é a média amostra
Costuma-se utiliza-se como Cpk o menor valor entre os dois testes acima, pois quanto menor o Cp ou Cpk, maiores as chances de encontrar um defeito, trazendo uma estratégia mais conservadores e fazendo com que a atenção do processo seja maior.
Depois de se obter os valores de Cp e Cpk é feita a comparação dos dados baseada na seguinte tabela:
Tabela 1: Tabela de significado para valores de Cp e Cpk
Cp = Cpk
O Processo está totalmente centralizado
Cp > Cpk
O processo está descentralizado
Cpk = 0
A média do Processo está exatamente sobre um dos limites de controle
Cpk < 0
A média do processo está fora dos limites de especificação
Cpk < -1
Todo o processo está fora dos limites de especificação
Cp ou Cpk < 1
O processo é inadequado
1 < Cp ou Cpk < 1,33
O processo é adequado
Cp ou Cpk > 1,33
O processo é bastante satisfatório

É importante que seja coletada a maior quantidade possível de dados para que os dados de carta de controle, amplitude, Cp e Cpk sejam os mais realistas possíveis, pois o Cp e o Cpk são indicadores para saber se o processo é capaz de atender determinadas especificações antes que o produto entre em processo, logo, se não tivermos indicadores reais e representativos do processo, podemos fazer uma estimativa errada.
Quando o histograma não possuir uma distribuição normal, temos que tentar levá-la a uma distribuição normal para podermos estimar melhor a capabilidade do processo, e para isso deve-se por exemplo, transformar todos os dados em log, ou em 1/x ou ainda em outro dado qualquer para que a estimativa seja correta.
Referencias

Índices de pacidade do Processo: Cp e Cpk. Portal Action. Disponível em < http://www.portalaction.com.br/566-%C3%ADndices-de-capacidade-do-processo-cp-e-cpk> Acesso em 04/12/2013, 13:15.